sexta-feira, janeiro 16, 2009

Ao vivo

concertos ao vivo para seguir aqui

segunda-feira, janeiro 12, 2009

acabadinho de cair no mail

A vida é a hesitação entre uma exclamação e uma interrogação.
Na dúvida, há um ponto final.

Bernardo Soares

terça-feira, janeiro 06, 2009

Quinhentos e trinta e cinco

Foi este o último número (que ouvi) de baixas civis no ataque de Israel à faixa de gaza. Quinhentos e trinta e cinco danos colaterais na opinião do governo de Israel.
Quinhentas e trinta e cinco vitórias para o Hamas que assim reforça a sua posição e o seu número de seguidores entre o sofrido povo palestiniano.
Nesta contabilidade Israel e Hamas contabilizam vitórias enquanto o povo palestiniano na faixa de Gaza e o povo israelita nno sul do país contabilizam todas as perdas - uma vida destruida, familia, rabalho, rotina,alegrias, retalhos de uma vida irremediavelmente perdidos...

Fixei as palavras de Amos oz, lidas na crónica de Ferreira Fernandes no DN de Domingo:

"Vai haver muita pressão sobre Israel pedindo-lhe contenção. Mas não vai haver nenhuma pressão sobre o Hamas, porque não existe ninguém para os pressionar. Israel é um país; o Hamas é um gangue. Os cálculos do Hamas são simples, cínicos e pérfidos: se morrerem israelitas inocentes, isso é bom; se morrerem palestinianos inocentes, é ainda melhor. Israel deve agir sabiamente contra esta posição e não responder irreflectidamente, no calor da acção"

Israel escolheu a pior das respostas: A do Bulldozer que tudo destroi. Dará certamente para ganhar as eleições do próximo Fevereiro, mas nunca será um caminho para a paz.

domingo, janeiro 04, 2009

Fisica Quântica

Estou aqui a pensar como é que no menor campo da 1ª liga foi possível a equipa do trofense encontrar tanto espaço?

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Album do Ano

é de 2007 mas eu só o descobri em 2008. Para mim foi o album do ano: Flying Club Cup dos Beirut...

http://flyingclubcup.com/

terça-feira, dezembro 23, 2008

O que é que lhe apetece?

A mim apetecia-me que a Optimus cumprisse o que anuncia aqui. Na oferta para empresas e profissionais.

Mas fui a uma loja oficial (CC colombo)e dizem que é só para novos clientes (?!? boca aberta de Espanto ?!?) e que a informação no site, assim como a dada no 1693 é errada os colegas estão mal informados (*!!****"! Boca fechada e esgar de irritação até porque esta experiência acontece em ante vésperas de natal na meca do consumo em Lisboa onde me fui enfiar só para tratar deste assunto stupid me!!!!)

Voltei aqui e lí as letras pequeninas... não encontrei a dita informação, nem nada que me impeça de aceder à oferta do iphone plano individual para profissionais e empresas ... o que me apetece? Mudar de operador.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Um novo Benfica

Ontem fui um dos poucos (apenas 11 mil e picos) benfiquistas que acompanhou o fechar de uma triste participação europeia.

Chateado com a discussão do final do jogo com um "pseudo"benfiquista (daqueles que sacam do lenço por tud0 e por nada) regressei a casa.

A Francisca já estava na cama, mas ainda não a dormir. Fui-me despedir dela que me perguntou:
"Pai fosse ao fubol?" - Fui filha, mas O Benfica Perdeu - respondi

Reacção dela: "OHHH Não!!" seguida de uma pausa e de uma reflexão cheia de sabedoria - "não fasse mal a chica arranja-te outro"

quarta-feira, dezembro 17, 2008

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Ir à Luz

Obrigado, Miguel.

Caro Miguel (não sei se é assim que te chamas),

Não me conheces e por isso não sabes que no dia 1 de Dezembro também estive no Estádio da Luz, no sector 23. Não saberás também que nesse dia levei pedagogicamente comigo a Caetana. Não interessa o sentido exacto do advérbio, importa apenas que a levei e que a levei pedagogicamente, porque há prelecções que, de tão grandes, passam por cima de muros, ainda que estes sejam muito altos e cravejados de vidros cortantes, como é o caso. Mas disto, de ensinar, saberás tu, não é, Miguel? Era um jogo importante, um jogo para o primeiro lugar. Os outros chamavam-se Vitória, mas a águia que voou no início com esse nome era nossa, tal como a vitória no final do jogo não podia senão ser nossa também, tal como aliás o primeiro lugar deveria ser também nosso, se houvesse justiça. Não há, e tu, do alto dos teus oito anos, não sabes que não há, e ainda bem que ainda não sabes, porque assim as derrotas e os empates são só derrotas e empates, não são derrotas e empates com sabor a outra coisa que não a superioridade do adversário.
Estávamos gelados, naquele sector 23, lembras-te? Ainda assim, lá fui batendo palmas, que é a único som não desafinado que consigo fazer. Se me tivesses conseguido ouvir, terias percebido como isto é verdade, e eu escusaria a explicação. Não ouviste, fica dada a explicação. Na primeira parte, o nosso Benfica foi fraquito, Miguel, mas suponho que não devas ter passado muito tempo sentado, porque a primeira vez que te vi estavas de pé, a tapar elegantemente a vista a quem estava atrás de ti, e a tua mãe (era a tua mãe?) puxava-te vigorosamente para baixo, para te sentares. Tu ignoravas a tua mãe e gesticulavas para dentro do campo, como se fossem aqueles os teus pupilos (e talvez não estivesses longe da verdade). Eu levei uma pupila também, e ainda assim não consegui gesticular para ela com essa expressiva harmonia.
E agora peço-te desculpa, Miguel, por me ter lembrado do jogo com o Penafiel a propósito do que estavas a fazer. Nesse jogo da Taça, havia na minha fila um puto, mais ou menos da tua idade, a quem deram um apito. Tu não saberás, mas um puto com um apito na boca consegue ser mais irritante que os adeptos benfiquistas com tendência crónica para a maledicência (do género daqueles que virão vociferar com caps lock para a caixinha dos comentários deste post). O puto sentava-se e levantava-se aleatoriamente, nem estava a prestar atenção ao jogo, mas não largava o apito. Então, num momento de silêncio, sentou-se e esqueceu-se de que a cadeira recolhe automaticamente, e a única coisa que se ouviu fui o ruído seco do puto a cair no chão. Rimos de satisfação e o apito não se voltou a ouvir, porque, além de ter caído no chão, o puto ainda apanhou dois tabefes da mãe. Peço-te desculpa, mas eu quis que isto te acontecesse, sobretudo porque tu tinhas a mania de te voltares para nós (mas não aleatoriamente, o que só percebi depois) e gesticulares também. Quando foi do golo dos outros, visto do meu lugar, foste insuportável. Bateste palmas, gesticulaste, saltaste, tiraste o gorro e a tua mãe teve se levantar para te sentares durante dois segundos. E foi então que te viraste para nós e pediste claramente apoio para o Benfica. Nitidamente. Como saberás, não compreendi exactamente o que estavas a querer dizer. Mas há gestos e expressões, como as tuas naquele dia, que as palavras só atrapalham, e por isso não precisei de te escutar. E só então é que percebi que, ao longo de todo aquele tempo, estiveste sempre a pedir apoio para o Benfica. Sempre, sempre. E isso tornou-te um pouco menos irritante, Miguel. Quando começou a segunda parte, lá estavas tu a gesticular, enquanto toda a bancada estava sentada, gelada e amuada. Que irritante, Miguel, só faltou teres um apito na boca! A equipa estava a jogar mal, caramba! E o teu apoio frenético começava a chatear-me, porque me parecia deslocado, excessivo.
A distância a que estava, com a histeria que é para mim um golo do Benfica e com a celebração com a Caetana, não te consegui ver depois de o Katsouranis ter marcado o golo. Mas, depois da euforia, com uma face confiante, lá estavas tu virado para trás, quase ignorando o jogo, a pedir apoio freneticamente. Como fizeste, pelo menos, desde que te vi a primeira vez (apercebo-me agora). Veio o segundo golo, ficaste eufórico, a tua mãe continuava a puxar-te para baixo e tu só te querias voltar para trás para bater palmas para nós. Para bater palmas para nós?
Foi só então que percebi que eras surdo-mudo. Fiquei mudo, claro, e não soube o que fazer com as mãos, como me acontece ordinariamente quando alguém me reconcilia com a minha vida. Apresentei-te, a distância, à Caetana, e a partir daí cantámos ambos horrivelmente (nisso eu e a Caetana somos parecidos, ainda que eu não a tenha ouvido porque estava a gritar por mim e por ti), batemos palmas, levantámo-nos, gritámos Benfica, apoiámos com todas as desarranjadas cordas vocais que temos, desafinámos, devemos ter feito uma figura ridícula. Mas como podíamos nós fazer outra coisa que não aquela? Como podíamos nós responder de outro modo ao teu apelo? O que podíamos nós fazer diante da tua grandeza? Não foste irritante, Miguel, desculpa. Apenas nos pediste que fizéssemos o que tu não podes, infelizmente, fazer: apoiar o teu clube gritando. Deves ter pensado, com razão, “Dá Deus voz…”.
Peço-te desculpa, Miguel, porque, quando te voltaste para trás desesperado (e é dessa expressão que eu não me hei-de esquecer nunca) a pedir apoio depois de os outros terem marcado o golo do empate, eu estava incrédulo com o Quim e a Caetana desanimada, e não, Miguel, nesse momento não apoiámos. Mas apoiámos depois, naqueles três minutos quase não nos sentámos. Por nós e por ti.
Quando acabou o jogo, Miguel, a tua mãe levou-te. Alguns adeptos já se tinham ido embora. Mas quero que saibas que eu e a Caetana ficámos os dois de pé – os únicos na nossa fila – a aplaudir os jogadores, ainda que à nossa volta se vaiasse a equipa. O Luís de Sttau Monteiro escreveu um dia que “Há homens que obrigam todos os outros homens a reverem-se por dentro”. Tu és daqueles benfiquistas honestamente hiperbólicos que nos obrigam a revermo-nos por dentro. Comigo e com a Caetana foi isso que aconteceu.
Naquele dia, podia ter chegado a casa e ter escrito um comentário a crucificar o Quim. Não fui capaz, Miguel, porque não consegui sentir-me revoltado. Triste sim, mas não revoltado. E a culpa foi tua – não podias ser um puto banal, um puto chato, um puto que não me tivesse tirado o protagonismo pedagógico junto da Caetana? Depois de ti, que lhe posso eu ensinar? Não podias ser um puto mimado, daqueles que ao intervalo precisam de coca-cola e gelados e cachorros e doces, em vez de seres um puto surdo-mudo de óculos e gorro a gesticular para o relvado da Luz? É que assim não vinha eu para casa com a certeza de que nada se ouviu mais alto naquele estádio naquela noite do que o teu silêncio, nem ninguém, por mais que tenha gritado e vociferado (mesmo aqueles que espumavam ofensas ao Quim) ensinou melhor a Caetana. As palmas no final, caro Miguel, as minhas e as da Caetana, que tu já não viste, eram para ti e para os jogadores, porque ao contrário daquele adepto que me perguntou por que razão estava eu a bater palmas (de uma maneira rude, com cuspo e espuma na boca à mistura) eu tenho sempre de aplaudir aqueles senhores, ainda que joguem mal, porque estão ao serviço de um clube que será sempre maior que eles, e, é verdade, não consegui esquecer-me de ti e da mestria da tua lição de apoio ao Benfica: façamos nós, os que lá vamos, pelo menos o pouco que muitos não podem fazer – apoiar. E voltámos para casa, a Caetana um pouco maior, eu indescritivelmente pequeno.
Obrigado, Miguel.

sexta-feira, novembro 28, 2008

será cansaço?

Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.

Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta -
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...

Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.

(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)

Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...

Álvaro de Campos

terça-feira, novembro 11, 2008

Receita para matar um Homem

Aqui. Roubado do Caderno do Saramago.

"Tomam-se umas dezenas de quilos de carne, ossos e sangue, segundo os padrões adequados. Dispõem-se harmoniosamente em cabeça, tronco e membros, recheiam-se de vísceras e de uma rede de veias e nervos, tendo o cuidado de evitar erros de fabrico que dêem pretexto ao aparecimento de fenómenos teratológicos. A cor da pele não tem importância nenhuma.

Ao produto deste trabalho melindroso dá-se o nome de homem. Serve-se quente ou frio, conforme a latitude, a estação do ano, a idade e o temperamento. Quando se pretende lançar protótipos no mercado, infundem-se-lhes algumas qualidades que os vão distinguir do comum: coragem, inteligência, sensibilidade, carácter, amor da justiça, bondade activa, respeito pelo próximo e pelo distante. Os produtos de segunda escolha terão, em maior ou menos grau, um ou outro destes atributos positivos, a par dos opostos, em geral predominantes. Manda a modéstia não considerar viáveis os produtos integralmente positivos ou negativos. De qualquer modo, sabe-se que também nestes casos a cor da pele não tem importância nenhuma.

O homem, entretanto classificado por um rótulo pessoal que o distinguirá dos seus parceiros, saídos como ele da linha de montagem, é posto a viver num edifício a que se dá, por sua vez, o nome de Sociedade. Ocupará um dos andares desse edifício, mas raramente lhe será consentido subir a escada. Descer é permitido e por vezes facilitado. Nos andares do edifício há muitas moradas, designadas umas vezes por camadas sociais, outras vezes por profissões. A circulação faz-se por canais chamados hábito, costume e preconceito. É perigoso andar contra a corrente dos canais, embora certos homens o façam durante toda a sua vida. Esses homens, em cuja massa carnal estão fundidas as qualidades que roçam a perfeição, ou que por essas qualidades optaram deliberadamente, não se distinguem pela cor da pele. Há-os brancos e negros, amarelos e pardos. São poucos os acobreados por se tratar de uma série quase extinta.

O destino final do homem é, como se sabe desde o princípio do mundo, a morte. A morte, no seu momento preciso, é igual para todos. Não o que a precede imediatamente. Pode-se morrer com simplicidade, como quem adormece; pode-se morrer entre as tenazes de uma dessas doenças de que eufemisticamente se diz que “não perdoam”; pode-se morrer sob a tortura, num campo de concentração; pode-se morrer volatilizado no interior de um sol atómico; pode-se morrer ao volante de um Jaguar ou atropelado por ele; pode-se morrer de fome ou de indigestão; pode-se morrer também de um tiro de espingarda, ao fim da tarde, quando ainda hà luz de dia e não se acredita que a morte esteja perto. Mas a cor da pele não tem importância nenhuma.

Martin Luther King era um homem como qualquer de nós. Tinha as virtudes que sabemos, certamente alguns defeitos que não lhe diminuíam as virtudes. Tinha um trabalho a fazer – e fazia-o. Lutava contra as correntes do costume, do hábito e do preconceito, mergulhado nelas até ao pescoço. Até que veio o tiro de espingarda lembrar aos distraídos que nós somos que a cor da pele tem muita importância."

segunda-feira, novembro 10, 2008

A felicidade Exige Valentia

A propósito de algo que me relembraram

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"


Fernando Pessoa

sexta-feira, novembro 07, 2008

Na Luz nada de novo... ou talvez não.

Quinta 6 de Novembro, Estádio da Luz recheado (mais de 46.000 almas) para ver o seu clube, o seu Benfica em mais uma esperada noite de glória europeia. Adeptos esperançados e cheios de sí e do seu Benfica (afinal já há algum tempo que não estavamos à frente de tripeiros e lagartos em simultâneo, e o passe de Aimar para o golo de Suazo fazem sonhar qualquer um).

Aos primeiros minutos de jogo dois calafrios e os turcos quase a marcar.... o povo é sereno, mas começam os primeiros comentários dos habituais treinadores de bancada: "assim que vi o onze vi logo que isto ia ser assim: mas porque é que só estamos a jogar com dois médios..."

O Benfica serena e fica por cima do jogo.... Suazo remata cruzado e não faltaram as certezas: "parece mesmo o Eusébio...";

O público entusiasma-se mas o jogo fica morno e voltam as ladainhas: " o que é que o treinador está a fazer no banco, o homem não vê que não estamos a jogar nada.... o Aimar e o Carlos Martins tem que entrar, isso é certo..." A primeira parte termina num misto de esperança ("ainda vamos ganhar isto") e de certezas ("já vi tudo, estes tipos embandeiram em arco e agora ainda me vão perder isto").

Começa a segunda parte, nos 11 nada de novo e, dando voz às certezas de alguns ao intervalo, os turcos marcam. Suazo falha um passe e deixa de ser Eusébio para ser " o cabrão do Preto não sei o que é que lá está a fazer". Aimar entra, também Cardozo e finalmente Carlos Martins. O Benfica não joga, os turcos marcam o segundo... o senhor sentado ao meu lado (senhor é só por educação) diz mal de todos os jogadores da equipa (xulos da merda, julgo que foi das expressões mais usadas), a 10 minutos do fim levanta-se e vai-se embora, com ele sai mais de meio estádio. há coisas que não mudam no Estádio da Luz.

O Árbitro apita para o final. A equipa vai ao centro e o público ainda presente aplaude. Há coisas que estão a mudar.

Ao chegar a casa, o rádio passa a conferência de imprensa de um Senhor ( e Aqui senhor por respeito e admiração). Quique Flores explica a derrota, diz o que falhou: más decisões na hora de passar a bola, constantes perdas na transição defesa ataque que foram partindo os blocos, elogia os jornalistas - vcs tem bom nivel e sabem entender isto, sempre que uma equipa perde a bola no momento de transição é mais dificil reconstruir o bloco, quando isso está constantemente a acontecer a equipa termina partida - fala das substituições, da inspiração dos artistas e do trabalho que ainda tem pela frente. Sorrio ao pensar naquela que seria a explicação de Fernando Santos, Camacho ou mesmo Fernando Chalana. E sei que algo está a mudar na Luz.

SL Benfica. Yes we Can! :)

quarta-feira, outubro 15, 2008

Ter Medo Não Apaixona

Portugal acabou de empatar com a Albânia em casa. Nada de relevante no nosso cenário actual ( e seria muito mais importante vir aqui falar da crise do sub prime ou das medidas do orçamento de estado ou até mesmo do debate de logo mais entre o futuro presidente dos EUA e um veterano da guerra do Vietnam)... mas escolhi o futebol e uma imagem que não me sai da cabeça: A cara de Carlos Queiroz nos últimos 15 minutos do jogo - totalmente transparente, o homem mostrava Medo, o medo de quem dizia - isto não me está a acontecer a mim, não a mim que tinha um emprego tão bom lá em Inglaterra, não a mim que tinha um estatuto tão forte cá em Portugal, eu não poss estar de novo a viver o Pesadelo de Madrid, eu já bati com a porta da seleccção quando ela não tinha condições para eu fazer um bom trabalho, mas e se eu agora não faço um bom trabalho?... A cara de Queiroz não é um problema, o que ele tem a perder e o medo que tem de o perder (O Medo de Queiroz) isso sim é um problema.... É que o medo não apaixona, e isso seria um pormenor não fosse Portugal ter vivido os últimos 4 anos apaixonado pela selecção ( é que o raio do Brasileiro dava murros nos sérvios, mas com a ladainha das bandeiras levava-nos na certa).... a esta hora algúem deve estar a exclamar "e o burro sou eu?"

sexta-feira, julho 18, 2008

Envelhecer Juntos...

Parece que vai abrir assim.
Dançamos?

Because of

Por causa de algumas canções
que falam dos mistérios femininos...


Amanhã é provavel ir ver Leonard Cohen,

(além disso é a sua última tourné mundial, que só faz por razões monetárias depois do desfalque de mais uma misteriosa mulher (a sua contabilista))