| O sossego da noite, na vilegiatura no alto; O sossego, que mais aprofunda O ladrar esparso dos cães de guarda na noite; O silêncio, que mais se acentua, Porque zumbe ou murmura uma coisa nenhuma no escuro ... Ah, a opressão de tudo isto! Oprime como ser feliz! Que vida idílica, se fosse outra pessoa que a tivesse Com o zumbido ou murmúrio monótono de nada Sob o céu sardento de estrelas, Com o ladrar dos cães polvilhando o sossego de tudo! Vim para aqui repousar, Sempre esta inquietação mordida aos bocados Sempre, sempre, sempre (Tuas mãos esguias, um pouco pálidas, um pouco minhas, Ah, não sabias, Lembro fotograficamente as tuas mãos paradas, Só por maldade... (Era um dia de sol pelos campos e eu dormitava, sorrindo.) |
terça-feira, agosto 21, 2007
Purga
Breath Me
Vale-me a banda sonora a condizer:
Sia- Breath Me
Help, I have done it again
I have been here many times before
Hurt myself again today
And, the worst part is there's no-one else to blame
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me
Ouch I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
I've lost myself again and I feel unsafe
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me
quinta-feira, agosto 16, 2007
Em tempo de Homenagens (na 2)
Deixa ficar a flor,
A morte na gaveta,
O tempo no degrau.
Conheces o degrau
Depois do patamar;
O que range ao passares;
O que foi esconderijo
Do maço de cigarros
Fumados às escondidas...
Deixa ficar a flor.
E nem murmures. Deixa
O tempo no degrau,
A morte na gaveta.
Conheces a gaveta:
A primeira da esquerda,
Que se mantém fechada.
Quem atirou a chave
Pela janela fora?
Na batalha do ódio,
Destruam-se, fechados,
Sem tréguas, os retratos!
Deixa ficar a flor.
A flor? Não a conheces.
Bem sei. Nem eu . Nem niguém.
Deixa ficar a flor.
Não digas nada. Ouve.
Não ouves o degrau?
Quem sobe agora a escada?
Como vem devagar!
Tão devagar que sobe...
Não digas nada. Ouve:
É com certeza alguém,
Alguém que traz a chave.
Deixa ficar a flor.
David Mourão-Ferreira
sexta-feira, julho 20, 2007
Eco - Me
Para saber mais sobre os efeitos de um ecrãn negro vejam aqui.
Para agir sobre este facto usem www.blackle.com
ou visitem este blog :)
O fio de um cabelo
esta verdade quase banal
que toda a vida fui"
* Excerto de um poema que (hoje) me encontrou. O seu autor - José Tolentino Mendonça
Vou de férias nos próximos tempos pelo que não actualizarei esta verdade banal que por vezes (raramente) aqui ( vos ) trago.
terça-feira, julho 17, 2007
Filosofias (2)
24 Season 1
Filosofias
This is the man who discovered electricity. You think more people would listen to what he had to say.
I don't know why we put things off, but if I had to guess, I'd have to say it has a lot to do with fear.
Fear of failure, fear of rejection, sometimes the fear is just of making a decision, because what if you're wrong? What if you're making a mistake you can't undo?
The early bird catches the worm. A stitch in time saves nine. He who hesitates is lost. We can't pretend we hadn't been told.
We've all heard the proverbs, heard the philosophers, heard our grandparents warning us about wasted time, heard the damn poets urging us to seize the day.
Still sometimes we have to see for ourselves. We have to make our own mistakes. We have to learn our own lessons. We have to sweep today's possibility under tomorrow's rug until we can't anymore.
Until we finally understand for ourselves what Benjamin Franklin really meant. That knowing is better than wondering, that waking is better than sleeping, and even the biggest failure, even the worst, beat the hell out of never trying.
Greys Anatomy Season 1 Ep 7
sexta-feira, julho 13, 2007
A Vida é tão Rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara
segunda-feira, julho 09, 2007
Pledge
Live Earth
Falou ele de um provérbio africano que reza assim:
Se queres ir depressa vai sozinho
Se queres ir longe vai junto
Junto, nesse dia, e em jeito de tributo ao Live Earth, descemos as falésias perto do cabo espichel para disfrutar do melhor que este planeta tem para partilhar. As sardinhas do mar de Sesimbra, assadas na grelha. As cervejas refrescadas pelo frio da mesma água. A energia do Sol, das ondas e do vento retemperou as nossas forças.
No final deixamos tudo como encontramos. Para que as gerações futuras possam continuar a disfrutar.
segunda-feira, junho 25, 2007
4 x 365 Dias
Estavam lá presentes nas nossas consciências, mas o sol ainda brilhava.
foram dias de esperança: Tu parecias melhor, voltaras a sorrir e planeavas alegramente a noite de comemoração dos teus 60 anos. Foram dias felizes. Dias em que esquecemos as nuvens e deixamos o sol brilhar dentro de nós.
Em 4 anos muito mudou: Partistes... 60 e poucos dias depois partiste. Por cá ficaram o sol e as nuvens. Dias felizes e dias de saudades, e muitos, tantos dias de mudança... sem ti.
O show continuou, como tu virias a pedir menos de 60 dias depois deste mesmo dia à 4 anos... como seria se tu tens ficado? Onde estaria eu agora contigo aqui? Não vale a pena perguntar... tu partiste e comigo ficou a saudade. Vou continuar.
Um Beijo
sexta-feira, junho 22, 2007
Encruzilhadas
Perfume de Mulher: Al Pacino
[Lt. Col. Frank Slade is speaking in defense of Charlie Simms at meeting at the Baird School] "Now I have come to the cross-roads in my life - and I knew, without exception, I knew - which path was the right one - but I never took it. And do you know why? Because It was too damned hard. Now here's Charlie, he's come to the cross-roads, and he has chosen a path. It's the right path. A path that is made of principle, which leads to character. Now that's the stuff leaders should be made of."
Hoje. Este Discurso.
Para me lembrar que nem sempre é fácil o caminho
terça-feira, junho 19, 2007
segunda-feira, junho 18, 2007
Os Outros: Todos Diferentes, Todos Iguais
Somos tão diferentes, tão iguais...
Somos 6 biliões de outros
As nossas verdades, diferenças igualdades aqui expostas em mais um brilhante projecto de Yann Arthus-Bertrand
domingo, junho 17, 2007
Jardim Infantil
Lembrei-me de um texto que li há já alguns anos na t-shirt da direcção do CN da AIESEC Portugal... googled it! . Aqui fica:
All I Really Need To Know
About How To Live and What To Do And How To Be, I learned in Kindergarten.
by Robert Fulghum
These are the things I learned:
Share everything.
Play fair.
Don't hit people.
Put things back where you found them.
Clean up your own mess.
Don't take things that aren't yours.
Say you're sorry when you hurt somebody.
Wash your hands before you eat.
Flush.
Warm cookies and cold milk are good for you.
Live a balanced life--learn some and think some and draw and paint and sing and
dance and play and work every day some.
Take a nap every afternoon.
When you go out into the world, watch out for traffic, hold hands, and
stick together.
Be aware of wonder. Remember the little seed in the Styrofoam cup: The roots go
down and the plant goes up and nobody really knows how or
why, but we are all like that.
Goldfish and hamsters and white mice and even the little seed in the
styrofoam cup; they all die. So do we.
And then remember the Dick-and-Jane books and the first word you
learned; the biggest word of all-- LOOK.
Everything you need to know is there somewhere. The Golden Rule and
love and basic sanitation, ecology, and politics and the sane living.
Think of what a better world it would be if we all, the whole world, had
cookies and milk about 3 o'clock every afternoon and then lay down with our blankets
for a nap.
Or we had a basic policy in our nation and other
nations to always put things back where we found them and clean up our own messes.
And it is still true; no matter how old you are, when you go
out in the world, it is best to hold hands and stick together.
--- Robert Fulghum
quarta-feira, maio 02, 2007
As escolhas do destino
Temos dedicado os últimos serões à anatomia. Mais propriamente à "Anatomia de Grey", e aos episódios da 2ª série. ontem o tema foi se escolhemos ou se o destino escolhe por nós? a resposta é: às vezes! para qualquer um dos lados."Mrs. Snyder explained to me that when fate comes into play, choice sometimes goes out the window. Maybe Romeo and Juliet were fated to be together, but just for a while, and then their time passed. If they could have known that beforehand, maybe it all would have been okay. I told Mrs. Snyder that when I was grown up, I'd take fate into my own hands. I wouldn't let some guy drag me down. Mrs. Snyder said that I'd be lucky if I ever had that kind of passion with someone, and if I did, we'd be together forever. Even now, I believe that for the most part, love is about choices. It's about putting down the poison and the dagger and making your own happy ending... most of the time. And sometimes, despite all your best intentions, fate wins anyway." Meredith Grey- Grey's Anatomy - Season 2 - Let it be
segunda-feira, abril 09, 2007
Pérolas...
Qual músico de rua, o violinista tocou brilhantemente durante 3 quartos de hora. Vale a pena realçar que um bilhete para um espetáculo deste homem não custa menos de 100USD. Como terá corrido a experiência? quantas pessoas pararam para ouvir? quanto $$ lhe deixaram no chapéu em frente? Será que a beleza evidente é impossivel passar despercebida?
Todo o artigo e o video aqui.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
On The Rocks
Porque a vida aos 30etal é feita de muitas celebrações
porque tenho muito a que brindar...
pelas estrelas que tenho na palma da mão
mas também porque por vezes é preciso beber para esquecer a saudade
a nostalgia de momentos bons que passaram
as pessoas que partiram.
A história da foto é um desses momentos.
Uum momento para celebrar,
um passeio à Argentina
Uma caminhada sobre o Glaciar Perito moreno
Um whiskey com pedras de gelo puro
Aqui fica o brinde
a mim
a vós
aos que nós gostamos
aos que gostam de nós
a tudo aquilo que ainda temos por viver
e o resto que sa f...
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Post em Branco....
sem nada para dizer ou partilhar.
É um post fechado sobre si mesmo.
como eu.
hoje.
em branco...
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Canto o Fado
Talvez porque apesar de tristes persiste neles a esperança
Este é um deles: Triste Sorte (Oiço-o cantado pelo Camané)
Ando na vida à procura
De uma noite menos escura
Que traga luar do céu
De uma noite menos fria
Em que não sinta agonia
De um dia a mais que morreu
Vou cantando amargurado
Mais um fado e outro fado
Que fale de um fado meu
Meu destino assim cantado
Jamais pode ser mudado
Porque do fado sou eu
Ser fadista é triste sorte
Que nos faz pensar na morte
E em tudo o que em nós morreu
Andar na vida à procura
De uma noite menos escura
Que traga luar do céu
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Quando Perguntas...
Amo-te directamente sem problemas nem orgulho;
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Bala(s perdidas)
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Estrada da Luz
Horas antes tinha-o parqueado junto à estrada da luz, (não) tão mal estacionado como em tantas outras vezes, repetindo um ritual com muitos anos.
Nos passos entre a multidão a dispersar, nos passos que dei em direccão a um carro estacionado na estrada da luz, nos passos dados como em tantas outras vezes, no carro estacionado repetindo um ritual com muitos anos, em todas estas acções, senti o peso da Tua ausência.
Sei que estás lá. Sei que me observas, me protejes e me acompanhas. Mas ontem a ausência que senti era uma ausência física, era a tua voz, o som dos teus passos, o teu silêncio (tantas vezes).
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
I can change the world...
Ainda conservo esse sonho, nascido algures no meu percurso universitário... o sonho de ser um agente de mudança no mundo...
Foi na AIESEC, uma associação internacional de estudantes, que verdadeiramente o descobri: Na altura falavamos do intercâmbio cultural, da interdependência, do empreendedorismo, como ferramentas para a concretização do sonho
De tempos a tempos revejo as minhas acções, a minha realidade e meço a distância ao sonho.
Há tanto por fazer.
Aqui encontro pequenas ajudas. Porque somos aquilo que fazemos. E eu ainda quero ser um agente de mudança. Alinham?
domingo, fevereiro 11, 2007
Onze do Dois
Este 4º Mensário (é assim que se diz a celebração do 4º Mês de vida?) coincide com o referendo do Aborto.
Hoje votei afirmamente. Para que cada Criança nascida, seja ela fruto do acaso ou do planeamento familiar, goze do direito a ser escolha e não fatalidade, para que seja sempre desejada e amada.
O Sim ganhou.
Que todas as vidas que daqui nascam sejam tão desejadas e queridas como a da Francisca.
Que cada nascimento seja sempre fruto e transformação.
Que novos caminhos se abram a todos os que são tocados desta forma.
Que assim seja.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Urgências
Está cheio de casos urgentes à espera do lado de fora da Porta.
Alguém me quer ajudar a montar um hospital de campanha para responder a tanta solicitação.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Por outro(s) Lado(s)
Serei tudo o que disserem
Oração
Senhor,
ajuda-me a saber aceitar as coisas que não posso mudar,
a ter a coragem de mudar o que posso mudar
e a saber destinguir umas das outras.
Que assim seja.
terça-feira, janeiro 30, 2007
Preguiça!!!
È SO PREGUIÇA!!!!
Sam The Kid, Poetas de Karaoke
Tenho que me deixar disto. Este ano é o da batalha final.
Agarrar o desafio com tudo e vencer ou perder mas ir à luta
Adeus Preguiça...
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Estar Além
"Esta insatisfação, não consigo compreender, sempre esta sensação de estar a perder..." dita a letra ao mesmo tempo que afirma uma enorme força de vontade ... "vou continual a procurar a minha forma o meu lugar...".
António Variações estava muito além do seu tempo, era diferente e exibia essa diferença. Variações nasceu no concelho de amares, ainda jovem veio para Lisboa, daí para Londres e novo regresso a Lisboa. Nunca estudou música, e tudo o que escreveu começou por ensaiar só com voz num pequeno gravador caseiro. Aqui nasceu a sua música que ele classificava como um estilo "entre Nova iorque e Braga". Da sua constante busca nasceram músicas que mais de 20 anos após a sua morte levaram ao rubro milhares de jovens no festival do sudoeste. Variações criou-se, ousou e permaneceu, e devia hoje ser um exemplo para muitos empresários e governantes portugueses. Ousar ser diferente, inovar, não nos limitarmos a seguir e imitar o que já foi feito com sucesso, é o caminho para o êxito.
Vou procurar guardar a lição de Variações, até porque "vou viver, até quando eu não sei, pouco importa o que serei, quero é viver..."
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Justiça?!
É estranho o caso da criança de Torres Vedras. É estranha a noção de justiça que prende por 6 anos o Pai que 5 anos depois de ter adoptado a criança se indignou e se recusou a cumprir a ordem que o obrigava a entregar a filha ao progenitor.
A história é simples: A mãe biológica de uma criança, 3 meses após o nascimento desta entregou-a a um casal assinando um papel em que confirmava a entrega para adopção da filha a uns novos pais. Estes país criaram a criança como sua até hoje. O progenitor, que antes e após o nascimento da filha não a reconheceu, veio anos mais tarde reclamar o seu direito à filha. Ganhou esse direito em tribunal agora que a filha tem 5 anos, e a ordem judicial chegou: Retire-se a filha aos únicos pais que ela conheceu até hoje!
Eles fizeram o que qualquer pai faria: Recusaram. Ela fugiu com a criança. Ele foi preso por sequestro.
Como ontem dizia um entrevistado na Sic noticias: O Exercicio da Paternidade é muito mais do que a procriação.
Ou como entre amigos pais recentes sempre brinquei: Pai é quem cria.
terça-feira, janeiro 16, 2007
Dores de Crescimento
Em que vivemos para lá das ilusões.
Dias em que descobrimos que estamos para lá dos 30, que a vida é real, que nada nem ninguêm nos protege do mau ou do papão.
Há dias em que a realidade nos esmaga, dias que fazem crescer em nós a desconfiança nos outros, a escrever claúsulas protectoras em contractos, a contactar advogados, a lutar pela justiça na barra de um tribunal.
Era tão simples a vida quando as disputas se resolviam com palmadas e castigos para quem se portava mal.
Ouvi Dizer...
sexta-feira, janeiro 12, 2007
quinta-feira, janeiro 11, 2007
O Cavalo de D. Afonso
D. Afonso, filho do Rei D. João II, casado com a filha dos Reis Católicos de Espanha era o herdeiro da coroa portuguesa e por casamento herdeiro da coroa espanhola.
Herdeiro de D. João II o grande Rei do avanço português pelos mares, o Principe era também o seu grande plano político numa altura em que Portugal e Espanha dominavam os mares e o mundo conhecido, e que o sonho ibérico controlado por Lisboa ainda estava de pé.
Afonso nunca chegou a Rei. Caiu do Cavalo durante um passeio à beira Tejo e uma nova História começou a ser escrita
Eu voto no Cavalo.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Destino de um Sonho
"Existem(...) várias formas de pobreza. E há, entre todas, uma que escapa às estatísticas e aos indicadores numéricos: é a penúria da nossa reflexão sobre nós mesmos.
Falo da dificuldade de nos pensarmos como sujeitos históricos, como lugar de partida e como destino de um sonho. "
Mãos à Obra
7 Sapatos Sujos
"Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei Sete Sapatos Sujos que necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico:
Primeiro Sapato - A ideia de que os culpados são sempre os outros;
Segundo Sapato - A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho;
Terceiro Sapato - O preconceito de que quem critica é um inimigo;
Quarto Sapato - A ideia de que mudar as palavras muda a realidade;
Quinto Sapato - A vergonha de ser pobre e o culto das aparências;
Sexto Sapato - A passividade perante a injustiça;
Sétimo Sapato - A ideia de que, para sermos modernos, temos de imitar os outros."
Vale a pena ler o discurso integral: Aqui
They Tube!
A PSP de Évora identificou um jovem de 13 anos que se divertia a vandalizar carros na cidade.
A prova: O video filmado com o telemóvel e disponível no You Tube. Quem disponibilizou o video na net: O próprio jovem, na sua página do Hi5.
É impressão minha ou esta noticia é um sinal dos novos tempos?
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Contagem Decrescente
Vem isto a propósito da irritação que ontem senti durante e depois da missa. O tema escolhido para a Homilia: O referendo do Aborto. A posição defendida: O Não (até à exaustão)...
Até 11 de fevereiro não vai haver lugar à descoberta e crescimento espiritual... a Igreja embarcou numa cruzada: O voto no Não.
Ora acontece que eu vou votar Sim. Não por ser a favor da solução Aborto. Na verdade, sou contra o Aborto como solução, e acredito que em nenhuma circunstância aconselharia/optaria por essa solução. Mas ser pessoalmente contra uma opção, não significa que ela deva ser negada a outros. Ahhh mas a opção é moralmente condenável. Admito que sim, tal como condenar uma vida à violência, ao abandono, ao isolamento... e para mim aqui reside a questão: A defesa da Vida não se escreve a preto ou branco, não se limita ao verdadeiro ou falso... a defesa da vida depende de um sem número de circunstâncias, muitas delas do foro pessoal... e por isso voto Sim. Porque acho que ter escolha, é o maior valor porque devemos lutar.
E aqui reside a minha irritação. A Igreja entende o seu papel, não como o de uma instituição que abre caminho a uma descoberta, do nosso interior, da nossa força espiritual, mas sim como uma força destruidora de opções. A Igreja não confia na sua capacidade de chegar ao coração dos homems, de lhe abrir caminhos, de lhe mostrar a luz para lá das pedras e obstáculos e por isso mobiliza-se para que o caminho "fácil" (e será que neste caso é mesmo fácil?) não seja opção...
A mim resta-me contar os Domingos até 11 de Feverereiro, para que possa de novo encontrar um espaço de desafio, construção, diálogo interior, recolhimento... até lá, segue a contagem decrescente da campanha pelo não.
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Planos
Ainda ao sabor da mesma corrente que me levou durante 2006.
Como Agostinho da Silva...
" Não faço planos para a vida. Confio nos planos que a vida tem para mim..."
Ps: Pelo sim pelo não hoje jogo no Euromilhões.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Recomeço
Hoje regresso aqui. Recomeço.
Sísifo
Miguel Torga
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
quinta-feira, julho 20, 2006
Quando vier a Primavera
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro
quarta-feira, maio 24, 2006
A Música do Acaso
Ele tocava indiferente aos carros que não paravam. Tocava cego para todos os que ignorava.
Tirava sons do acordeão, buscando sonhos de outros dias, outros momentos, outras vidas.
Era a música, o seu mundo, a sua fuga da realidade.
Naquele pequeno passeio, entre duas vias de trânsito intenso, indiferente... ignorando os carros que o ignoravam ele tocava
Aquela Música do Acaso iluminou o meu fim de tarde.
sexta-feira, maio 19, 2006
Morangos com Açucar Vs Chernobyl
quinta-feira, maio 11, 2006
Vlad, o Empalador
Ando preso, é como quem diz que não consigo largar o livro de Elizabeth Kostova - "O Historiador" - romance que fala da busca por um Historiador e uma antropologa da verdadeira historia de Drakulya.
São quase 600 páginas, onde a História corre a 3 tempos, narrada pela filha do Historiador, pelas cartas do mesmo, e ainda pelas passadas investigações do professor Rossi, correndo 3 gerações, presas a um mistério: O Desaparecimento de todos os que tentam perceber a verdade sobre o descendente da ordem do Dragão.
Vale a pena ler!
terça-feira, maio 09, 2006
Poema 20
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Escribir, por ejemplo: «La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos».
El viento de la noche gira en el cielo y canta.
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.
En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.
Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo.
Sentir que la he perdido.
Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.
Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.
Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.
Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.
La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.
Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.
De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.
Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.
Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
Mi alma no se contenta con haberla perdido.
Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.
Pablo Neruda (1904 - 1973)in "Veinte poemas de amor y una canción desesperada" (1924)
sexta-feira, maio 05, 2006
O Imprevisto
quarta-feira, maio 03, 2006
Clap Clap Clap
quarta-feira, abril 19, 2006
Permaneces
Maionaisse
" As equipas de futebol são como a maionaisse às vezes por mais que uma pessoas bata, ela deslassa e depois já não se consegue fazer nada"
Plano B
terça-feira, abril 18, 2006
You can never hold back Spring
A Acção passa-se entre Roma e Bagdad no inicio da guerra. Para lá dos momentos de pura gargalhada fica a mensagem: a Vida vale a pena.
E a letra de uma fabulosa Música
You can never hold back Spring
you can be sure that i will never stop believing
The blushing rose will climb
Spring ahead or fall behind
Winter dreams the same dream
Every time
you can never hold back springs
even thought you've lost your way
the world keeps dreaming of spring
So close your eyes
Open your heart
To one who's dreaming of you
You can never hold back spring
Baby
Remember everything that spring can bring
You can never hold back spring
segunda-feira, abril 17, 2006
Parar para Viajar
Reabro hoje
quinta-feira, abril 06, 2006
Anónimo Feliz ou a Ausência de Ousadia
quarta-feira, abril 05, 2006
Arrepio Matinal
Lobo Antunes
terça-feira, abril 04, 2006
Barómetro
A Europa do Futebol
Publicidade
Conversa de miúdas. Diz uma:-"a Xana Comprou umas purpurinas". Pergunta a outra:" Purpurinas!!!! já contaste à Bé?"
E eu fico-me sempre a perguntar: Que raio são umas purpurinas?
segunda-feira, abril 03, 2006
Perfil de Risco Português
sexta-feira, março 31, 2006
lengalenga
o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.
quinta-feira, março 30, 2006
Sou do Benfica ou carta a um Anónimo
terça-feira, março 28, 2006
Peña Benfiquista
Simplex
segunda-feira, março 27, 2006
Sliding Doors
sábado, março 25, 2006
Silêncio(s)
De quando, surpreendidos, o ouvimos. Como naquele dia, o último do ano, no alto da serra, o sol, a neve, o silêncio.
De quando nos comove. De quando nos prende a um olhar (o teu olhar).
Da calma e da serenidade de uma igreja mal iluminada (sobretudo San Geminiano, no alto do monte, em Florença, depois de uma corrida debaixo de chuva).
De olhar o mar, a serra, e o cabo da Roca. Ouvindo o vento e os seus (meus) silêncios.
Preciso deste equilibrio, deste ponto de fuga, deste lugar de reencontros.
Preciso do Silêncio para me ouvir.
quinta-feira, março 23, 2006
Ir à Pesca
quarta-feira, março 22, 2006
Inquietação
Não consigo parar e focar os pensamentos.
Enche-me uma ânsia de atingir não sei o q.
Sinto-me Desgastado.
Cansado de nada
farto de tudo.
Descontente comigo e com o que faço.
Ando Inquieto.
Lá fora a vida continua...
terça-feira, março 21, 2006
Pele e Blog
Um Poema...
David Mourão Ferreira - Pele
Quem foi que à tua pele conferiu esse papel
de mais que tua pele ser pele da minha pele
...E um blog de poesia.
Poetas e Trovadores.
"Carta a Meus Filhos"
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente â secular justiça,
para que os liquidasse "com suma piedade e sem efusão de sangue."
Por serem fiéis a um deus, a um pensamento, ~
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes, por serem de uma raça, outras
por serem de urna classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos.
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente,
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadela de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de té-1a.
É isto o que mais importa - essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém
está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga
não hão-de ser em vão. Confesso que
multas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam "amanhã".
E. por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.
À Direita da Esquerda onde?
segunda-feira, março 20, 2006
Reset
quinta-feira, março 09, 2006
Estrada da Luz
Sexta feira saberemos quem é o próximo. Em breve estarei a parar o carro na Estrada da Luz, e a subir,camisola e cachecol do Benfica vestidos, a av.lusiada a caminho do estádio na ilusão de mais uma grande noite europeia.
Mais uma noite a caminho da luz, mais uma noite a caminho do sonho.
quarta-feira, março 08, 2006
segunda-feira, março 06, 2006
"Maria, fez-se ao Caminho"
sexta-feira, março 03, 2006
quarta-feira, março 01, 2006
Teoria da relatividade @ MZ
Porque tudo é relativo parto cheio de saudades de regressar, acima de todas as outras saudades as saudades de estar contigo, de partilhar os momentos desta semana.
Porque tudo é relativo parto cheio de saudades de não ficar.
Aqui a vida seduz. O calor, a comida, o convivio, as praias, mas mais que tudo uma forma de vida que assenta no verbo Haver.
Mais que uma expressão idiomática, mais que uma conjugação perifrástica, o auxilio do verbo Haver dá a todas as acções uma relatividade no tempo, elas nunca o são no presente, são sempre acções num horizonte infinito.
O "Hei-de fazer" é uma intenção, uma promessa que será sempre cumprida, não hoje, não amanhã, mas algures no tempo.
O "Há-de chegar" é uma esperança que não se impacienta. Se não fôr hoje é amanhã. Se o amanhã faltar será depois. É uma esperança que acredita que se cumprirá sendo o tempo uma variável relativa.
Este "hei-de" cheio de intenção, esperança e paciência; Este "Hei-de" perdido no infinito do tempo, mostra-nos um caminho; -A vida é demasiado curta para ser vivida a correr.
